sábado, 1 de novembro de 2008

Senhor dos Pedais III O Regresso do Rei


"O homem é um Lobo para o Homem !!"
Antigo provérbio romano.

Há mais semelhanças entre o lobo e o homem do que as pessoam geralmente acreditam.
Têm pelo no cu, como nós.
Uivam quando estão a ter um orgasmo, como alguns de nós (acho, não tenho nada a ver com isto..)
Andam em grupo pelas florestas, tal como Nós,
Têm um macho alfa, tal como nós.

A matilha tem duas regras simples:
1- Há um chefe e o resto segue o chefe.
2- O resto pode questionar o chefe mas convem ter certeza de que o quer fazer.

Numa matilha que resiste heroicamente ao invasor nas montanhas circundantes à sua pequena aldeia à beira mar plantada, houve há alguns dias a aplicação da 2a regra.
Um jovem lobo, na ânsia de adquirir mais respeito no seio da matilha, lançou um forte desafio ao macho alfa, fazendo com que este, sob uma imagem de falsa calma, iniciasse a acção de punição que o jovem lobo naturalmente merecia.
Tendo sido pistada uma lebre nas florestas do Chão da Pica, iniciou-se uma perseguição a esta pelos dois indivíduos em questão.
O lobinho encetou uns arranques, prontamente sustidos pelo lobão.
E tal como Lance Armstrong nos Alpes de Huez, lobão olhou uma última vez para trás antes de incendiar a florestal e fazer o lobinho comer 450 gramas de terra moída pela borracha da sua pata traseira.
No cimo da florestal, com a lebre debaixo da pata, lobão olhou para o seu domínio e contemplou a beleza das montanhas como um artista contempla a sua obra depois de acabada:
Com um misto de prazer, glória e com a certeza que, enquanto a sua obra durar, o seu nome nunca será esquecido.

VIVA O REI, VIVA O LOBÃO (e quem quer que se sinta hoje na sua pele)

Parabens !!


PS: Quando o lobinho finalmente chegou ao topo da montanha, já o lobão tinha esfolado a lebre, feito uma fogueira, escavado um tacho numa pedra, preparado um refugado à base de vinho tinto, cozinhado o animal e engolido-o suavemente acompanhado por uma bela garrafa de vinho Chianti.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Feiras Novas 2008


Como já vem sendo hábito aos longo destes anos, realizou-se a tradicional ida às Feiras Novas de Ponte de Lima no sábado 20 de Setembro.

Como já vem sendo hábito ao longo destes anos, a ida foi pelas florestais, atravessando o rio Lima pela ponte velha.

Como já vem sendo hábito ao longo destes anos, comeu-se rojões e bebeu-se cerveja quanto baste.

Como já vem sendo hábito ao longo destes anos, houve discussão entre o Mita e o De la Roussas.

Sabendo bem que o hábito não faz o monge e que a burra não faz o keke, as tradições ainda são o que eram !!

A esplanada estava agradável, a companhia era de qualidade, o debate foi digno...

O que não foi muito bonito foi o sinistro arrastar do corpinho no regresso pelo Mita, que justificou o andamento digno de um funeral musical em Nova Orleães com a presença no dia seguinte num passeio ribeirinho (logo plano !!) pelas zonas do Porto.

Não havia necessidade....

Aqui fica uma foto tirada durante um coffebreak entre duas sessões de pugilismo verbal entre os nossos queridos "Tico e Teco".

Até ao ano que vem....

domingo, 23 de dezembro de 2007

O Jantar de Natal dos Kekes

ou "se queres presunto e frango com cenouras, anda lanchar a minha casa amanhá !!!"

Sábado 15 de Dezembro: Após um duro passeio de 75 km, os kekes juntaram-se então no Hotel Porta do Sol para o habitual repasto natalício.
Este repasto, organizado pelo nosso amigo Mita, permitiu juntar, como é habito, os kekes passados e presentes assim como alguns amigos do grupo.

O jantar até começou bem: Entradas abundantes, um arroz de pato satisfatório e um maduro tinto manhoso que não conseguiu apagar das faces presentes um contagiante sorriso traduzindo o prazer de privar com tanta ilustre gente.

Isto era tudo muito bonito, mas faltava o sumo, a razão de ser, "la crême de la crême" como diria um keke a comer uma bola de berlim do Natário: o cantar ao desafio entre dois dos mais proeminentes galináceos do nosso quintal: O fabuloso Mr Peitorais (Mita) contra o grande, o magnánimo, o belo e romantico D. Manuel António De La Roussas.

Este duelo fraticida foi despoletado pelo Monsieur Martin, que de forma absolutamente inocente, perguntou ao seu amigo de La Guardia, quando é que finalmente iria provar o mundialmente conhecido cozido preparado pela senhora mãe deste último.

De La Roussas, sem perder a compostura (imagem de marca deste nosso companheiro) retorquiu indicando haver apenas hipotéticas vagas para o ano 2009.

Tal afirmação, combinada com o estranho facto de os porcos em Roussas morrerem de causas naturais, elevou a desconfiança no seio deste grupo acerca do convite apresentado.

Esta discussão, que aos olhos de um elemento externo ao grupo, padeceria de qualquer interesse, tornou-se no entanto no Main Theme deste encontro, e prolongou-se pela noite dentro no bar do Mita à volta de uns belíssimos Gin Tónicos.

A noite lá acabou, com os kekes a desejarem um bom Natal uns aos outros e uma morte violenta aos porcos criados em Roussas, suspirando então por um cozidito à maneira que, ao que parece, nunca irão ver....

Feliz Natal, meus amigos...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Espírito Natalício

Caros amigos, enquanto não há reportagem e fotos acerca do jantar de Natal dos Kekes de Moledo (onde imperou a amizade, fraternidade e tambem um caloroso cantar ao despique entre dois membros proeminentes da nossa alegre trupe, deixo-vos ficar com uma pequena actuação de alguns dos nossos valorosos atletas que estiveram presentes na nossa viagem de reconhecimento no Gerês.

Cliquem já aqui e aumentem o volume do vosso pc:

http://www.elfyourself.com/?id=1455610103



abraços bttistas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mensagem de boas vindas

Ainda não se falava em blogues ou mesmo internet quando, há muitos anos, se formou este grupo de ciclistas raçudos, cujo maior prazer era degladiarem-se amigavelmente nos trilhos íngremes deste nosso Minho.
"Degladiarem-se" ?, perguntam as mentes mais incautas ! Sim, pois estes guerreiros velocípedotransportados, quando montados nas suas "cabritas", ganham imediatamente uma áurea guerreira digna de um viking a abordar as costas gaulesas no conturbado século 9.
Movidos por um espírito iminentemente colonialista, cedo tomaram para eles todas as florestais, trilhos, caminhos de cabra, e qualquer outra via de acesso desde que não alcatroada, formando então uma gigantesca coutada que lhes pertence por direito divino (publicado em bula papal há já alguns anos).
Tal como os cavaleiros da távola redonda, estes monarcas dos trilhos técnicos reúnem-se uma vez por semana para uma vistoria exaustiva dos seus domínios, e ao contrário de D. Sebastião, quando eles desaparecem no nevoeiro, é para reaparecer passadas umas horas (os tempos mudaram, já há gps, e afinal de contas, ao que parece o D. Sebastião não sabia bem para onde ia, ao contrário dos nossos competentíssimos pisteiros).

Este pequeno texto serve então de introdução ao grande tsunami literário que se avizinha, com relatos, fotos e reportagens das façanhas dos nossos herois.

Até lá, boas pedaladas !!!!